terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Professores Profissionais


Profissionais da educação, professores, mestres, educadores, são esses e outros nomes dados as pessoas que decidem executar o difícil ato de educar. O trabalho de educar é árduo, mas prazeroso, contudo são poucos os profissionais que executam esse ato tão importante para o desenvolvimento de uma criança, adolescente ou até mesmo um adulto que procura na educação o conhecimento para poder sobreviver no mundo atual.
         Inúmeros são os fatos que existem no sistema de educação pública  para que a educação brasileira seja falha, greves, poucos professores, salas numerosas, escolas desestruturadas e sucateadas, desvio de recursos, baixos salários e muitos outros motivos. Porém o principal motivo é o despreparo dos educadores e a falta de profissionalismo que uma boa parte dos funcionários públicos tem.
         Não é tão difícil de comprovar isso, basta freqüentar um hospital, um posto de saúde, uma repartição ou uma escola pública durante alguns dias que logo percebemos o descaso de alguns profissionais com a sua profissão. Na educação, que a meu ver é o mais grave, pois todo profissional perpassa por uma escola, e o professor é muitas vezes o espelho do nosso aluno, assim, começaremos com o início da aula, a grande parte dos professores sempre chegam à sala com 5 a 10 minutos de atraso, e pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases), o educando tem direito a 55 minutos de hora aula, só aqui já lhe foi negado uma parte de seu direito. Outro descaso com o educando é as inúmeras saídas dos professores para beber água, tomar café, pegar o material que esqueceu o armário, conversar com pais ou funcionários na porta da sala e outros motivos, sempre levando mais de 5 ou 10 minutos fora da sala de aula. Isso tudo acontece por que os professores não sabem planejar seu tempo, não sabem aproveitar o tempo que tem com seus alunos, ou até para fugir da sala.
         Percebesse o descaso de alguns professores com a educação quando não procuram estudar, sempre dizem que não tem tempo, assim levando pra dentro da sala uma aula cansativa, sem inovação, usando quadro e fotocopias de atividades, nunca utilizando outros espaços para quebrar a monotonia e quando poucos tentam ousar e inovar, são tolhidos pelos próprios companheiros, que dizem que não dar certo ou reclamam para os gestores que o companheiro estar atrapalhando sua aula.
É incrível como parte dos professores quer receitas prontas para que o aluno aprenda, e poucos conseguem pesquisar na sua sala as dificuldades dos seus pupilos e trabalhar de forma heterogenia seu conteúdo afim de que todos na sala consigam aprender. Os professores pecam ao não respeitar os direitos dos educandos, muitas vezes perdendo o controle e se igualando ao nível do aluno, perdendo então o respeito. É fato que uma boa parte dos profissionais da educação pública brasileira, não respeita a própria profissão, dando margem ao descaso do poder público.
Ao observar professores em varias escolas, pude observar o descaso com a sua vestimenta, dando margem a piadas maldosas por parte dos alunos e até mesmo dos seus companheiros de trabalho. Percebe-se o descaso com o vocabulário utilizado fazendo com que o aluno perca o respeito chegando até a discussão absurda. Professores utilizando do recurso monstruoso como a reprovação para atingir alunos, simplesmente por que esses alunos não fizeram suas atividades e não lhes interessando se esses alunos aprenderam o que foi ensinado.
Acredito que os educadores do sistema educacional público precisam entender que, somos nós, professores educadores quem construímos os valores éticos, que fazemos o educando pensar, nós que podemos reestruturar o sistema educacional, mas para que isso aconteça precisamos encarar nossa profissão com mais seriedade, mais profissionalismo. Lutar com as autoridades por melhores salários, melhores condições de trabalho e mais respeito, não nos dar o direito de negar ao nosso aluno o direito a uma educação de qualidade, muito menos puni-los por nossas insatisfações.
É preciso que o educador ame sua profissão, utilize à ética e que execute seu trabalho da melhor forma possível, só assim poderemos exigir das autoridades os nossos direitos e conseguirmos respeito, admiração e apoio dos nossos alunos.

Cronologia da experiência.


 
A vida nos ensina muito mais que a escola.
Aos 15 anos de idade queremos a independência da maioridade, poder sair e desbravar o mundo, descobrir e provar os sabores da vida. É aos 15 que começamos a conhecer o nosso corpo verdadeiramente, descobrimos um pouco da sexualidade e acreditamos que a vida adulta é o passaporte para a felicidade.
Aos 20 anos, achamos que somos os donos do mundo, conseguimos enfim o passaporte da felicidade. Aos 20 anos, podemos sair para festas, conhecemos muitas pessoas, temos muitos amigos, já descobrimos o sexo, estamos saindo da adolescência e ainda somos sustentados pelos nossos pais, faculdade, cursos. É aos 20 que temos nossas primeiras chibatadas da vida. Cobranças em casa por um trabalho, a falta de experiência profissional, muitos nãos e as primeiras decepções amorosas.
Aos 25 anos, descobrimos que aos 15 éramos felizes e não sabíamos, tínhamos a inocência, a vivacidade, a pureza, a irresponsabilidade que a vida adulta não nos permite mais. Vem então às lições das decepções amorosas, as contas para pagar, a falta de tempo pra sair com os amigos, às preocupações com os afazeres domésticos, o estresse do cotidiano no trabalho e as exigências consigo mesmo.
Aos 30 anos, descobrimos que aos 25 éramos extremistas, que não tínhamos paciência, que tínhamos certeza que a adolescência era a melhor fase da vida. E ainda aos 30 descobrimos que ser para ser feliz basta aproveitar a vida em tudo que ela nos proporciona e que ser feliz não é fazer o que o mundo nos impõe, não é acertar em tudo e sim fazer aquilo que nos dar prazer. Descobrimos que quando éramos muito jovens pensávamos demais por medo de errar e que passávamos mais tempo pensando que agindo. Então aos 30, pensamos rápido e agimos com cautela de modo que possamos curtir os momentos que a vida nos oferece.
Aos 35 anos, ainda não sei, mas quero descobrir com prazer o que a vida tem a me ensinar, e aprenderei com respeito ouvindo os conselhos de quem já passou pelos 35, 40, 45, 50...

O bicho racional.

O ser humano é um animal complexo visto que ao raciocinar, isto é, pensar, refletir, questionar, indagar ou criticar algo, ele se torna um ser de difícil compreensão, pois, cada homem terá uma opinião diferente sobre este algo, às vezes comungando de pontos em comum, contudo nunca serão iguais. Assim, cada homem passa a ser um ser singular, único.
O ser humano por sua complexidade, na grande maioria das vezes complica o que é simples, fazendo voltas onde o óbvio é a resposta. Ele destrói, quando se trata de relacionamentos, o que construiu sem esforço, sentimentos nobres e puros que nasceram por que não existia uma preocupação em ser conquistado. É esse mesmo homem o aniquilador desses sentimentos que o enaltece, quando o despreza, quando o maltrata, pelo simples motivo de lutar, sofrer, por querer os sentimentos alheios que ele sabe que jamais os terão. Não como ele quer e deseja.
O bicho homem, que na natureza está no topo da cadeia alimentar, não enxerga que a felicidade a qual tanto ele procura está muitas vezes ao seu lado, bastando a ele estender a mão e usufruí-la em sua plenitude, contudo ele prefere cegar.
Pedimos tanto a Deus um amor, mas dificilmente enxergamos os sinais indicados por ele pra sermos feliz, dificilmente enxergamos o caminho que ele nos mostra e o amor que ele nos dá. Somos tão racionais que desperdiçamos a oportunidade dada por Deus para sermos felizes.
O bicho homem será mesmo um bicho racional? Será o homem um bicho tão inteligente capaz de tantas transformações, mas incapaz de enxergar o óbvio da vida? Por que escolher o caminho mais longo e de tantas turbulências?
A simplicidade de enxergar o óbvio, de estender a mão é tão difícil para o ser racional?